E quero irmãos, que saibais que as coisas que me
aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho; De maneira
que as minhas prisões em Cristo foram manifestadas por toda a guarda
pretoriana, e por todos os demais lugares.
Filipenses 1.12:13
Nunca paro de me maravilhar com os feitos de Paulo. Ele estava na prisão, acorrentado a um guarda, aguardando para ser executado segundo a ordem do Imperador César. Mas ainda, conseguiu tempo para escrever uma carta a igreja de Filipo, cheia de gratidão e louvor. Paulo teve muito afeto e gratidão pelos Filipenses. "Dou graças a Deus toda vez que me lembro de vós", escreveu (Filipenses 1:3). Também expressou uma confiança sincera de que Deus estava fazendo uma obra especial neste corpo de crentes.
Logo, o foco dele mudou ao perceber que estava escrevendo dentro da prisão. A caminhada rumo a prisão foi cheia de dificuldades, perigos e rejeição. Mesmo assim a atitude deste homem permaneceu imóvel e inabalada. Tudo o que aconteceu a ele, perseguição, açoites, prisão, o temor pela própria vida, aflição - "se tornou para a continuação das boas novas". Paulo nunca perdeu tempo lamentando sua situação, posição ou condição". Filipenses (1:13).
Paulo aprendeu a lição mais preciosa quanto ao trabalho espiritual: o Senhor é fiel. Podemos contar com a fidelidade de Deus vinte e quatro horas por dias, sete dias da semana. Eu fico impressioando quão rápida minha oração por libertação se torna, ou meus lamentos por problemas pessoais, questionando a fidelidade do Deus que me chamou. Então Deus me faz relembrar através de sua palavra, ou de outro crente, ou de uma circunstância, do Seu amor que não falha.
Hoje na área de trabalho evangélico, vemos muitas obras escritas, várias formas de fala dupla, preletores buscando maneiras de fazer tudo parecer positivo por medo de desencorajar seus seguidores. Isto não é honesto. A vida é difícil muitas vezes. Tem as dificuldades e tribulações. A questão não está em como evitar estas coisas, mas sim em como podemos encontrar a fidelidade de Deus.
Paulo não fazia o tipo de líder espiritual. "Quem nos separará do amor de Cristo?" ele perguntou. "A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?..." Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por Aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura podera nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor ." (Romanos 8.35:39).
Paulo era um homem convencido de que a fidelidade de Deus pode transformar qualquer experiência no advento das boas novas. Ele estava tão apaixonado pelo Senhor que nada poderia balançar sua confiança na fidelidade de Deus.
Sobre a fidelidade de Deus está escrito bem claro nas Escrituras, que devemos experimentá-la de imediato para sermos convencidos como Paulo foi. Um servo de Deus entra nas tempestades da vida e do ministério guiado pelo Espírito Santo, mas o inimigo tentará nos jogar fora do caminho com medos e incertezas. No meio a provações e dificuldades, a fidelidade de Deus age como uma bússola para prover um caminho forte e seguro.
Talvez você esteja passando agora por dificuldades que te deixam perder a esperança e que geram sentimento de morte! Porém lembre-se quão medrosos os discípulos ficaram quando atravessaram o mar da Galiléia, com ondas gigantes e fortes, ventos e tempestasdes jogando o barco como um brinquedo. Eles viraram para Jesus que estava dormindo tranqüilamente no fundo do barco, sobre um travesseiro.
"Mestre ", eles clamaram, "não te importas que pereçamos?"(Marcos 4.35:41).
Como sábios, perguntamos ao Senhor, Te importas? Te importas com nosso ministério e as pessoas que amamos? E recebemos a mesma resposta que Ele deu aos discípulos. Simplesmente Jesus acordou, repreendeu o vento e disse ao mar: "Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança".
Daí Ele virou para seus discípulos e perguntou, "Porque sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?".
Não creio que Jesus estava acusando-os ou repreendendo-os. Ele relembrou aos seus discípulos para confiarem Nele. Jesus personifica a fidelidade de Deus, com paz total no meio de tempestades. Ele nos guiará através das tempestasdes, e nos assegurará com Seu amor e fidelidade. Ele terminará a obra que tem para você completar, e você pode ter a certeza de que o que for acontecer contigo - rejeições, falhas, ou até correntes - podem ser usados para o advento das Boas Novas.
Ó Senhor, que o Teu Espírito opere em nós para nos levar até aquele lugar de compreensão total de Sua fidelidade.
por Richard Raher.